
No século 4, sob dominação romana, o cristianismo tornou-se a religião oficial do Egito. Em 395, com a divisão do Império Romano em dois (e o Egito passando a fazer parte da porção oriental), o cristianismo mesclou-se com valores culturais locais, adquirindo características próprias e distintas do cristianismo romano. Essa diferença ficou ainda mais acentuada em 451, com a formação da Igreja Copta (a ruptura se deu porque os egípcios não aceitaram a visão romana de que Cristo teria uma natureza humana, além da divina).
Pergunta 1: o que os manuscritos faziam na tumba faraônica? De acordo com Zahi Hawass, secretário-geral do Conselho Supremo de Antigüidades Egípcias, os documentos escondidos podem evidenciar "a perseguição que sofriam os coptas durante o império romano". Pergunta 2: o que motivava essas perseguições? "Desde o século 1, uma das grandes preocupações dos governantes era controlar os grupos dissidentes que ameaçavam o poder político e a integridade do império", afirma Cássio de Araújo Duarte, especialista em arqueologia egípcia da USP.
A resposta completa, porém, pode estar nos manuscritos encontrados. Os arqueólogos acreditam que eles contenham as interpretações coptas para os evangelhos. Decifrando-os, será possível entender o nível de diferença entre as crenças e a razão das perseguições.
por Fernanda Almeida
Disponível em: http://historia.abril.com.br
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