Pagamento em espécie - Moedas de Troca na Amazônia

Por mais de um século, as moedas vigentes na Amazônia colonial eram somente gêneros naturais, como cacau, cravo, algodão e gado

Alam José da Silva Lima

Durante boa parte do período colonial, a economia da região amazônica portuguesa não conheceu a moeda. Pelo menos, não em sua forma metálica, como circulava na metrópole e no restante do Brasil. No vasto Estado do Maranhão e Grão-Pará, eram os produtos agrícolas e animais que faziam o papel de moeda.

O Estado estava administrativamente separado do Brasil desde 1621, e era formado pelas capitanias reais do Maranhão, do Pará e do Piauí, além das capitanias privadas de Tapuitapera (Maranhão), Caeté (Gurupi/Maranhão), Cametá (Pará) e Ilha Grande de Joanes (Ilha do Marajó/Pará). Mas só a partir de 1640, quando terminou a União Ibérica e Portugal recuperou sua independência da Espanha [ver artigo XXX na p. 34], começou a se desenvolver na região o costume da utilização de gêneros naturais como moeda.

A capitania do Pará utilizava cacau, cravo, salsa e açúcar como moedas. No Maranhão, utilizava-se o algodão em panos e rolos. No Piauí, a principal moeda era o gado das muitas fazendas, que, além de abastecer o mercado regional, seguia para outras capitanias do Estado do Brasil, como a Bahia. Com essas “moedas” variadas eram pagos os víveres necessários à sobrevivência dos moradores, os dízimos à Coroa, as despesas com a defesa do Estado, militares, religiosos e a administração colonial.

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