Ocupação da Amazônia

A ocupação e colonização da Amazônia pelos portugueses começaram quando Francisco Caldeira Castelo Branco construiu o fortim do Presépio, no dia 12 de janeiro de 1616, em Belém, isto depois de Alexandre de Moura (de origem lusitana) ter vencido e expulsado o Capitão Frances La Ravardiere, em São Luis, no Maranhão.

O avanço dos portugueses não ficou, entretanto, só nas proximidades de Belém. Em 1637, como já vimos anteriormente. Portugal incentivou o Capital Pedro Teixeira a partir em direção ao Peru, com a tarefa oficial de conter a fixação e a expansão espanhola na Amazônia. As casas fortes que foram sendo construídas nessa época deviam marcar, portanto, uma nova fronteira fixada no Alto Rio Branco, no Alto rio negro, no rio Solimões e no rio Guaporé. Tudo acompanhado de muitas batalhas militares, que impediam a penetração espanhola e a de outros países considerados intrusos.

Os primeiros tempos dos portugueses na Amazônia foram assinalados por uma série de encontros militares dentro dos rios. Soldados, colonos, sertanistas, e alguns religiosos, como os franciscanos, também pressionaram o gentio local a participar dessa dura empreitada que foi a colonização, o chamado empossamento da Amazônia. Entre os notáveis desse processo, destacamos Pedro Teixeira, Feliciano Coelho, Jerônimo de Albuquerque e frei Cristóvão de São José que comandavam os índios em nome da fé cristã.

Vejamos então, de maneira breve como se deu o processo de ocupação da Amazônia. A região foi envolvida pela cobiça dos portugueses, para ser dominada politicamente e explorada em termos econômicos. A região passou a ser finalmente considerada nos mapas como o norte do Brasil. E ainda seguindo a dominação política, Portugal permitiu que os missionários catequizassem os indígenas das mais variadas tribos e famílias, pois era imensa população indígena que constituía os habitantes das terras que deveriam ser colonizadas. Daí surgirem novas igrejas na Amazônia, como os franciscanos de Santo Antônio, os jesuítas, os mercedários, os franciscanos da Beira do Minho, os carmelitas, e os capuchos da piedade, que foram praticamente convocados para essa nova tarefa da cristandade.

Os jesuítas que chegaram ao Pará em 1653, foram arrojados e práticos. Organizaram fazendas de criação de gado e estabeleceram, a seu modo, a integração dos indígenas nas aldeias missionárias. Mas, tanto de um lado como de outro, foi facilitada a união dos homens recém-chegados com as mulheres nativas. Dessas uniões, nasceram os primeiros paraenses mestiços. Mesmo tendo que expulsar as caravanas invasoras de outros países e defender a ocupação portuguesa, os colonos militares e os missionários ocupavam-se no plantio do tabaco, da cana de açúcar e do algodão, bem como na coleta do cacau nativo e das drogas do sertão.

No ano de 1751, o governador Francisco Xavier de Mendonça Furtado, irmão do Marques de Pombal, definiu a composição e a organização do Pará, criando o Estado do Grão Pará e Maranhão com sede em Belém, sem duvida esse governador, o primeiro a tomar medidas administrativas, políticas, econômico e social para organizar a colonização portuguesa. Ele começou fundando a Companhia de Comercio do Grão Pará e Maranhão. E para ampliar a força do Estado na Amazônia, estabeleceu também normas para o trabalho indígena, contrariando abertamente os jesuítas e as outras ordens religiosas. Ainda mais radical, a política pombalina que o governador executava lhe permitiu expulsar todos os jesuítas do Brasil, impondo dessa forma o absolutismo do governo português, que voltava com toda a força em pleno século XVIII, na figura do Marques de Pombal.

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