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Hereges da Idade Média



A Igreja Católica exerceu influência política e cultural durante a Idade Média e foi criticada de várias formas por sua concentração de riquezas. O surgimento de grupos heréticos e ordens mendicantes como os franciscanos e os dominicanos, na Europa ocidental, a partir do século XII, podem ser compreendidos também como movimentos de resistência às imposições e concentração de poder em nome da Igreja.

Qualquer grupo que defendesse idéias contrárias às idéias “oficiais” do papa e do alto clero, ou às posições dogmáticas da Igreja, seria considerado herege. Entre os principais grupos estão os albigenses e os valdenses.

Os albigenses, da cidade de Albi, na França, defendiam a existência de uma igreja a favor dos pobres e excluídos e sem concentração de riquezas, especialmente terras. Criticavam luxo em que vivia o alto clero e sua influência política.

Os valdenses, dispersos em várias regiões da Europa ocidental, defendiam a pobreza, a oração e a penitência como forma de aproximação entre o homem e Deus.

Além das críticas contra a riqueza e postura moral da Igreja, os hereges, em alguns momentos, tentaram, por meio de saques, dividir os seus bens. Para reprimir estes movimentos, a Igreja criou, entre o século X e XI, o Tribunal da Inquisição e as cruzadas. 

As cruzadas são mais conhecidas por suas lutas contra judeus e muçulmanos, nas terras da Palestina, mas também ocorreram cruzadas internas contra cidades de hereges, como o caso da cidade de Albi. Nos tribunais havia julgamento e condenação, normalmente em fogueiras, para promover a purificação da alma.

Fonte: Secretaria de Educação do Estado do Paraná

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