Sociedades Pré-colombianas: o mundo do trabalho


Assim como no Egito Antigo, outros exemplos de sociedades teocráticas ocorreram na América, entre as civilizações pré-colombianas. A religião possuía grande importância para essas organizações sociais, o que tornou possível a formação de uma poderosa classe sacerdotal. O governo foi constituindo-se em uma teocracia centralizada, sendo as civilizações: Asteca (México), Maia (América Central e México) e Inca (Peru), os exemplos mais significativos devido ao seu alto grau de organização social. Os grupos sociais mais privilegiados nestas sociedades eram os sacerdotes, governantes e guerreiros, enquanto a maioria da população dividia-se entre camponeses livres e escravos. Você consegue imaginar como era organizado o trabalho nestas sociedades? 

Os Astecas
Ocuparam a região do lago Texcoco, no vale do México, por volta do ano 1325. A sociedade asteca teve seu processo de destruição em meados do século XVI com a chegada dos espanhóis.

Esta sociedade teve como base econômica as comunidades aldeãs, ou calpulli, que formavam uma Confederação Asteca. 

Nestas comunidades a posse da terra e o trabalho eram coletivos, cada família recebia um lote de onde retiravam sua subsistência e pagavam tributos. Esses camponeses ainda trabalhavam nas terras da nobreza.

Outro grupo numeroso foi o dos “criados perpétuos”, chamados de escravos pelos cronistas espanhóis. Este segmento social constituía-se por aqueles que não queriam se casar ou cultivar a terra que lhes pertencia, perdiam seus meios de subsistência e seus direitos. Pertenciam também a esse grupo os condenados por algum crime, sendo oferecidos para trabalhar para outras pessoas ou colocados à venda. Entendia-se como venda somente a força de trabalho do indivíduo e não sua pessoa, de modo que seus filhos continuavam livres; portanto, essa prática era diferente de outras formas de escravidão, como a greco-romana e a colonial moderna.

Os Maias
Surgiram na península de Iucatã, no México, aproximadamente no ano 700 a.C., e por volta do século IV d.C., os Maias ocupavam as regiões que hoje são os países do México, Belize e Guatemala. A desintegração desta sociedade ocorreu durante a chegada dos espanhóis devido a um processo contínuo de urbanização que destruiu seus meios de subsistência agrícolas. 

Na sociedade Maia, os mazebualob, ou seja, classe inferior, eram os que produziam a riqueza. Realizavam o trabalho na agricultura e na construção das cidades. No período que não havia colheita, desenvolviam atividades de artistas, pintores, escultores, etc. Moravam nas periferias das cidades e trabalhavam em lugares cada vez mais distantes, conforme as novas terras eram cultivadas.

No Antigo Império Maia, nem todos os escravos destinavam-se à produção; mas no Novo Império Maia, as constantes guerras transferiram os trabalhadores do campo para as atividades bélicas e os escravos foram utilizados nas construções militares. As lutas por escravos foram suspensas devido a chegada dos espanhóis (século XVI), dos quais tiveram que se defender. Neste caso, a escravidão provinha de prisioneiros de guerra, filhos de escravos, órfãos de pai e mãe ou adquiridos por troca ou compra. 

A civilização Inca
Desenvolveu-se na América do Sul, próximo da cordilheira dos Andes, em regiões onde formam os atuais países do Peru, Chile, Equador e Bolívia. Foi a partir do século XII que os Incas estabeleceram-se na cidade de Cuzco, chefados por Manco Capac, onde iniciou-se a construção de um grande império. Por volta do ano de 1531, o império Inca foi destruído pelos espanhóis.

Entre os povos Incas, os llacta-runa, trabalhadores das comunidades aldeãs, ayllu, dedicavam-se a extrair da terra o alimento necessário a sua subsistência, ainda tinham que trabalhar nas Terras do Sol, do Inca e dos kurakas (antiga nobreza local que representava o Estado).

Numa escala social inferior, encontravam-se os yanaconas, cuja origem deu-se na revolta da cidade Yanayku contra Tupac Yupangui (1438 – 1471). Sendo os yanaconas vencidos por este, foram condenados pelo Inca à servidão perpétua, estendendo-se aos seus descendentes. Os yanaconas realizavam diversos serviços, como: domésticos, carregadores, limpeza dos templos, etc. Conforme o Estado determinava, os criminosos, os prisioneiros de guerra, os membros de um ayllu ou rebelados podiam ser transformados em yanaconas.

No Império Inca também existia a mita. Essa compreendia uma obrigação de prestação de serviço gratuito e obrigatório, que durava em torno de dois a três meses por ano. Esta obrigação recaía sobre todas as pessoas casadas. O Estado requisitava, através da mita, grande número de mão-de-obra para realização dos serviços públicos, como: a construção de caminhos, fortalezas, centros urbanos, canais de irrigação, etc. Além disso, esses trabalhadores cuidavam do cultivo das terras e rebanhos do Inca, do Sol e dos Kurakas.

E os Astecas desenvolviam as mesmas atividades de trabalho que os Incas?


Fonte: Secretaria de Estado da Educação do Paraná

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