O Estado Islâmico

Um Estado criado por uma religião, assim pode ser definido o Império que surgiu a partir da religião islâmica, criada por Maomé (570-632) em 622, na cidade de Meca, na Arábia. Ao defender a criação do Islamismo, Maomé entrou em conflito com comerciantes que viviam da exploração do politeísmo e peregrinações na cidade de Meca. Assumir publicamente a criação dessa nova religião obrigou a fuga de Maomé desta cidade para Medina, fato este conhecido como Hégira .

Um dos principais objetivos desta religião foi unificar os árabes num só Estado. Portanto pode se afirmar que o império islâmico surgiu a partir da religião islâmica – criado por Maomé, também citado em algumas obras como Muhammad. Com a morte de Maomé, em 632, esta missão foi mantida pelos seus sucessores – os califas, por meio da guerra santa (jihad). Os povos conquistados tinham a opção de adotar a nova religião e se incorporarem ao Estado diminuindo a carga de tributos ou manter a religião tradicional, arcando com tributos maiores. 

No Império Islâmico, a função do Estado foi zelar pelo cumprimento da shariah– conjunto das leis divinas. Tais leis, segundo seus executores, deliberavam sobre a expansão e administração do novo mundo árabe.

O governo dos califas estendeu-se de 632 (morte de Maomé) a 1258 (conquista de Bagdad pelos mongóis), durante as dinastias dos omíadas e abássidas. O califa era auxiliado pelos visires na administração central e pelos emires nas províncias. 

Após o governo dos califas, o sultão tornou-se o principal personagem político. Tinha o auxilio dos sacerdotes (ulemás) para interpretar a shariah e mantinha a monarquia hereditária alicerçada pelo exército.

Disponível em SEED
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