A Queda do Muro de Berlim, o fim da URSS

A dissolução da URSS foi o último prego no caixão do comunismo enquanto uma doutrina que disputava por supremacia mundial. Hoje o comunismo é apenas uma dentre muitas escolhas na grande maioria dos países, e suas propostas e plataformas em muito se diferenciam do comunismo que foi empregado na URSS. Com a dissolução do estado soviético, pode-se falar sem engano no fim da guerra fria; o mundo progressivamente deixaria o tenso estado bipolar no qual se encontrava por trinta e quatro anos e pouco a pouco se veria construindo uma nova ordem, uma nova maneira de se conceber e administrar o mundo, nacional ou internacionalmente, política ou economicamente. 

A Queda do Muro de Berlim 
Em 1989, depois de vinte e sete anos de existência, caía o muro que separava a Berlim capitalista de sua contraparte comunista. Este evento é um marco na história mundial contemporânea, não apenas pelo evento em si, mas pelo que o mesmo veio a simbolizar na história. 

Queda do Muro de Berlim
Desde a década de 60 a URSS mostrava sinais de que tinha dificuldades em acompanhar o ritmo imposto pelos EUA na grande disputa que foi a guerra fria. Com o passar do tempo, foi se tornando cada vez mais presente entre as populações de países comunistas um sentimento de que suas vidas seriam melhores se vivessem sob o capitalismo. Movimentos e grupos de oposição se formaram e se fortaleceram no decorrer da década e 70 e 80. 

Ao fim da década, a derrubada do muro significou para a comunidade internacional o primeiro grande sinal da ruína do socialismo, que já vinha cambaleando há tempos. Significou também o início do fim da guerra fria, simbolizando o fim de uma grande contradição inerente à mesma: em um mundo no qual as nações se desenvolviam tornando-se mais e mais dependentes de outras, a lógica de que isso as faria mais próximas ou que ensejaria algum diálogo era silenciada por uma barreira ideológica arbitrária, entre os três mundos (os capitalistas, os socialistas e os não-alinhados). 

A Dissolução da União Soviética 
Os Estados Unidos, desde o final da Segunda Guerra, lideraram uma forte corrida armamentista contra a União Soviética. Essa sempre tentou responder à mesma altura, o que foi muito difícil e prejudicial ao país. A economia soviética tinha sérios problemas de abastecimento de alguns produtos básicos para consumo de sua população, mas tinha um espetacular sistema de mísseis intercontinentais, alguns com várias ogivas nucleares. Isso levou o país, a partir da década de 70, a começar a parar de crescer economicamente e tentar fazer tratados com os EUA para diminuir o número de armas nucleares. 

As Ex-repúblicas Pós-1991 – Todas as antigas repúblicas soviéticas que compunham a URSS surgiram em um cenário terrível. Uma ampla crise econômica abateu estes países, e houve privatizações em massa por parte do Estado. Surgiram organizações criminosas que venderam armamentos do exército e da indústria armamentista russa para grupos ilícitos no mundo inteiro. A corrupção aumentou tremendamente nesses países. 

Fonte: Vetor Pré-Vestibular

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